Rede Super Rádio Brasil

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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Ansiedade e tempos modernos

 Ansiedade e tempos modernos



Por Débora Máximo


Especialistas são unânimes em considerar a ansiedade como um mal dos tempos modernos. E esse sentimento, provocado por situações diversas, age de forma rápida e impiedosa, com reações em cadeia em todo o mundo. Subestimado por décadas, esse transtorno mental pode inviabilizar a vida social e profissional, mas poucas pessoas se dão conta da situação, deixando de buscar tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite.


Vários fatores levam atualmente as pessoas - e famílias inteiras - aos consultórios de terapia. Queixam-se de isolamento social, medos, fobias e sensação de impotência em relação ao enfrentamento da rotina diária, quer nos afazeres domésticos, no ambiente de trabalho, no estudo ou compromissos sociais. A verdade é que são cada vez menores os encontros e conversas em família, o riso fluido e descontraído, a sensação de bem-estar e autoestima em dia.


A vida agitada, onde comandos frios fazem (quase) tudo funcionar, pode ser considerada um efeito nefasto da modernidade, facilitando em muito os transtornos de ansiedade. E tudo isso a que preço? Não compartilhar mais os momentos das refeições, das orações, de "jogar conversa fora", dos passeios e do saudável convívio presencial, são exemplos do que aos poucos fomos nos afastando, ainda que inconscientemente.


O problema se agrava quando a ansiedade vai além e começa a prejudicar diretamente as atividades diárias. Tremores, falta de ar e insônia são alguns dos sintomas que indicam um iminente descontrole. Além destas reações físicas, o ansioso tende a pensamentos catastróficos, ou seja, diante de qualquer situação ele espera sempre o pior resultado... Nesse caso, é urgente a busca rápida por ajuda profissional.


Divulgação
Débora Máximo é influencer e graduanda em Psicologia

terça-feira, 1 de abril de 2025

Comemorando os 76 anos do município, ‘Festival de Música de Suzano’ começa nesta quarta-feira no Parque Max Feffer

Comemorando os 76 anos do município, ‘Festival de Música de Suzano’ começa nesta quarta-feira no Parque Max Feffer



Com artistas de renome no cenário nacional, evento promovido por Pilar Organizações promete agitar a região com apresentações de cantores como Ana Castela e Zé Neto & Cristiano até este domingo (06/04)





O “Festival de Música Suzano”, realizado pela Pilar Organizações, tem início nesta quarta-feira (02/04), comemorando os 76 anos da emancipação político-administrativa de Suzano com grandes shows para o público geral. Com expectativa de receber cerca de 100 mil pessoas ao longo de cinco dias de shows, o evento apresenta uma estrutura de última geração para acomodação do público no Parque Max Feffer (avenida Senador Roberto Simonsen, 90 - Jardim Imperador), trazendo grandes nomes da música nacional para embalar uma verdadeira festa.


 

Com atrações para todos os gostos, as noites de festival, cuja abertura dos eventos será sempre às 18 horas, contará com pista totalmente coberta e área vip, tendo início justamente no dia do aniversário de Suzano com o cantor Belo, representante do pagode dos anos 90 e 2000 e autor de sucessos como “Reinventar” e “Pra Ver o Sol Brilhar”.


 

Na quinta-feira (03/04), é a vez da dupla sertaneja Zé Neto e Cristiano fazer bonito com o ritmo contagiante de “Notificação Preferida”, “Barulho do Foguete” e muitas outras. Já na sexta-feira (04/04), quem assume o palco do Suzano Music Festival é a boiadeira Ana Castela, sucesso entre o público mais jovem com a promessa de outro grande show que incluirá muita energia com sucessos como “Solteiro Forçado” e “Nosso Quadro”.


 

Após três dias de show, o final de semana ainda reserva outras duas atrações de primeira categoria. Os embalos de sábado à noite (05/04) ficam por conta da dupla Bruno & Marrone, grande sucesso entre os sertanejos do início dos anos 2000 com trilhas que embalaram romances como “Dormi na Praça” e “O Amor Está Aqui”. Por fim, encerrando os dias de atração no parque municipal, Samuel Rosa, ex-Skank, traz toda a variedade de seu repertório no domingo (06/04), incluindo composições próprias e clássicos do pop rock nacional, tais como “Vou Deixar”, “Jackie Tequila” e “Ainda Gosto Dela”.


 

Com a expectativa de reunir mais de 20 mil pessoas em cada um dos shows, a Pilar Organizações está finalizando os últimos detalhes de toda uma estrutura que promete conforto e diversão a todos os presentes que garantem seus ingressos, seja por meio da troca social junto ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Suzano, ou pelo site oficial do evento ( guicheweb.com.br/suzano ). Alguns dos atrativos e diferenciais do espaço fechado no Parque Max Feffer serão os espetáculos de luzes e filhos, além de praça de alimentação, parque de diversões, corredores acessíveis para Pessoas Com Deficiência (PCDs), banheiros instalados em locais estratégicos e grandes espaços para circulação.


 



segunda-feira, 31 de março de 2025

Saúde mental e religião

                              




SAÚDE TOTAL


CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                      SAÚDE MENTAL E RELIGIÃO

O doutor em medicina Larry Dossey relatou que seus pacientes que recebem orações e/ou que oram, tomam menos medicação, tem alta mais rápido e conseguem lidar melhor com o sofrimento. Pesquisas demonstram que as pessoas que têm algum engajamento religioso conseguem manter uma associação preventiva com o sofrimento psíquico.

É claro que isso não significa que acreditar em Deus faz com que as pessoas sejam imunes a doenças, mas que a religião pode ser um caminho interessante para ter competências para lidar com o sofrimento.

Pensando mais argutamente, percebemos que o transcendental, o acreditar nos eleva a um patamar de consciência que promove a calma e o alívio, porque a conexão com Deus nos doa esperança, por meio da fé.

Outras pesquisas mostram que pessoas que participam de um grupo religioso se beneficiam do estímulo a comportamentos saudáveis, muitas vezes, buscando uma socialização, por desejarem e escolherem estar com outras pessoas que possuem o mesmo pensamento.

Whitney Goodman deixou escrito que “quando comunidades religiosas cultivam aceitação, fé e compreensão, associarmo-nos a elas pode ser extremamente benéfico (GOODMAN, 2022, p. 62)”.

Uma questão muito interessante para pensar é o fato de que, o desejo de buscar um padrão mais interessante de vida, a busca pela felicidade, se torna necessário nos apequenarmos e, muitas vezes, apenas a religião nos promove este tipo de comportamento.

Evidentemente que não é somente coisas boas que encontramos no mundo religioso. Infelizmente existem charlatões e muitas, muitas pessoas que não têm um compromisso genuíno com Deus. Estes, por causa do comportamento, mostram um lado negativo que, muitas vezes, só existem neles, não na religião.

“Para eliminarmos a positividade tóxica da religião, temos que focar naquilo que realmente precisamos e no que queremos dela – uma estrutura de esperança, coletividade e um conjunto de padrões de vida”, completa Goodman (2022, p.62).

Um grande abraço para você!

 

 

Referência:

GOODMAN, Whitney. Positividade tóxica. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2022.

Instagram: eduardo_baunilha_psicanalista

segunda-feira, 24 de março de 2025

A conformidade e suas cormobidades

                                




SAÚDE TOTAL


CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                          A CONFORMIDADE E SUAS CORMOBIDADES

Querendo ou não temos que admitir: a pressão que determinado grupo pode exercer sobre a gente, para que nos alinhemos aos seus reclamos, é bastante relevante.

Segundo Elliot Aaron e Joshua Aaron (2023), as idades entre 10 a 25 anos, são mais propensas a cederem mais fácil às pressões de um grupo, porque ainda o sistema de autocontrole do cérebro, responsável pelo planejamento, pensamento sobre o futuro e avaliação de risco, ainda não está totalmente desenvolvido. Por isso, seres desta idade, se envolvem em tantas situações de risco, porque acreditam que são excitantes os momentos desafiadores, e não perigosos.

Também, se o indivíduo tiver baixa autoestima, certamente irá aceitar com mais facilidade o que o grupo que o pressiona irá lhe ofertar, sinalizando para nós que um efetivo preparo afetivo é de grande valia desde a tenra idade.

Por isso é tão importante uma educação pautada na afetividade, diálogo e muita interação social sadia, pois formamos nossas ideias, consequentemente nossas ações, tendo como parâmetro o grupo social com o qual estamos inseridos.

Um exemplo é percebermos o quanto nas grandes cidades o índice de gentileza é muito mais baixo que nas cidades interioranas. Não é preciso explicar o porquê deste fenômeno não é mesmo? As metrópoles estão apinhadas de pessoas correndo de um lado para o outro apenas existindo, sem sentido para a vida, a não ser o ganho para se manter o mais confortável possível na selva de pedra em que estão.

Alguns estudos apontam para o fato de que uma ajuda – como quando alguém se acidenta, ou está em apuros por causa de alguma crise ou assalto - é mais fácil de ser conseguida em cidades menores, pois o ritmo de vida é mais lento e há menos demandas de atenção dos transeuntes. Neste caso e no caso da gentileza são as centenas de distrações das cidades grandes que nos levam a sermos mais reificados, portanto, menos propensos a exercer efetivamente nossa humanidade.

Também tem o fato de que se você vir uma situação em que alguém está em apuros, mas perceber que as pessoas ao redor não estão se importando, pode pensar que se ninguém está ajudando é porque não deve ser tão grave assim e, como eles, passar de largo.

Todos estes ditos nos levam a pensar em que devemos nos ater para não perdermos a faceta de sensibilidade necessária para construirmos um mundo mais humano.

Vamos seguir ponderando...

Um forte abraço para você!

 

 

Referência:

AARON, Elliot e AARON, Joshua. O animal social. Trad. Marcelo Borges. São Paulo: 2023.

Instagram: eduardo_baunilha_psicanalista

Ansiedade e tempos modernos

  Ansiedade e tempos modernos Por Débora Máximo Especialistas são unânimes em considerar a ansiedade como um mal dos tempos modernos. E esse...