SAÚDE TOTAL
CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA
EMOÇÕES NO LAR
Não
podemos esquecer que permissão para sentir nos fortalece em todos os sentidos.
Mas, e quando é no lar? Parece uma pergunta despropositada, mas, muitas vezes,
é no seio do lar que não encontramos espaço para sermos o que somos ou
sentirmos o que a gente sente, ou deseja transfigurar. Ou até, é em casa mesmo
que não buscamos ter o mínimo de controle possível sobre nossas emoções,
ferindo e magoando aqueles que mais amamos. Precisamos entender o porquê disso!
Outra
verdade que não podemos esquecer jamais é que ensinamos nossos filhos pelo
exemplo, ou seja, é expressando nossas emoções que iremos dar permissão para
que eles também ajam assim.
Segundo
Marc Brackett (2021, p. 182) “pesquisadores da família, como John Gottman, e
psicólogos do desenvolvimento, como Amy Halberstadt, mostraram que pais que
valorizam as emoções tendem a estar atentos aos sentimentos dos filhos e são
capazes de agir como treinadores”.
Isso
quer dizer que não existe nestes pais o desejo de punição quando os filhos
demonstram raiva ou tristeza, pois conseguem ver aí, uma manifestação natural e
essencial para qualquer desenvolvimento humano.
Em um
outro estudo citado pelo doutor Brackett, mostrou que mães que usavam uma linguagem
apropriada, sofisticada para falar de suas emoções, tinham filhos que conseguiam
regular melhor as próprias emoções.
Todos
esses ditos nos revelam que família é um lugar que deve ser encontrada a paz. E
esta paz pode começar quando nos esforçamos para entender o que cada um sente,
respeitando cada manifestação, estando perto, acolhendo e sendo o melhor que
podemos ser.
Que sigamos
pensando...
Um
grande abraço para você!

Comentários
Postar um comentário