SAÚDE TOTAL
CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA
EXPRESSÃO DA EMOÇÃO
Expressar
qualquer emoção tem um sentido duplo: é incrível, pois dar passagem ao que
sentimos é importante para a própria elaboração da situação, mas preocupante
porque ao falarmos, criamos uma conexão com o outro, que ora pode ser benéfica,
quando há um entendimento sensível entre as partes, ou ora pode ser um tanto
negativo, se o interlocutor se distanciar da situação.
E aí,
o que fazemos então? Ignoramos o que sentimos com medo do que vão pensar de
nós, pelo temor das possíveis reações ou por que temos receio de nos mostrar
vulneráveis?
Uma
pesquisa realizada nos Estados Unidos constatou que 70% dos educadores têm dificuldade
em expressar o que sentem. Será diferente em terras tupiniquins? Será que esta dificuldade
não se estende a todos os segmentos de trabalho? É só olharmos para nós mesmos
e para as pessoas ao nosso redor para constatarmos que esta estatística também
pode muito bem se aplicar a nós.
E percebam
que dado interessante, mas não bom: de acordo com pesquisas as mulheres
expressam mais suas emoções, no que se referem as positivas. Quanto ao
expressar as emoções negativas, por exemplo, tristeza e ansiedade, elas
internalizam mais que os homens (BRACKETT, 2021). E o resultado é a onda de
intolerância e vulnerabilidades mentais que nos percorrem.
E por
que isso acontece? Socialmente existe uma injustiça. Homens que perdem o
controle são vistos como tendo reações normais. A mulher que perde o controle
está neurótica, desiquilibrada ou coisa do tipo.
Para
além de todos esses dados, o que devemos atentar é para o fato de que precisamos
expressar o que sentimos. Existem diversas maneiras de se fazer isso: podemos conversar
com um amigo confidente, fazer terapia ou análise, ter um caderno – diário – e anotar
o que nos aconteceu e o que sentimos com o que nos aconteceu... A questão é
buscar um caminho possível e seguro.
Mark
Brackett (2021,p.150) lista os benefícios que angariamos quando expressamos o
que sentimos: “diminui a frequência a consultas médicas, melhora a função
imunológica, reduz a pressão arterial, melhora o estado de ânimo a longo prazo,
reduz o estresse, melhora o desempenho acadêmico e diminui as faltas no
trabalho”.
Que sigamos pensando...
Um grande abraço para você!

muito bom gostei
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